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Arquitetura e a valorização do patrimônio cultural da região de Salto/Itu

          Cada indivíduo, ao longo de sua existência, tem inúmeras oportunidades de conhecer e de conviver com diferentes coisas e situações. Acaba por criar com elas uma mútua e dinâmica relação, conferindo-lhes significados e valores muito especiais e particulares. Esses valores, extremamente subjetivos, tornam-se indissociáveis desses objetos e situações. Criam-se, assim, relações de estima, simbólicas, míticas, biográficas, com os mais diferentes objetos, atividades e situações, sejam eles uma carta, uma canção, uma antigüidade, uma rua, uma paisagem, entre outras coisas. Essas relações contêm, em seu significado mais profundo, um pouco ou muito das vidas de seus donos. Confundem-se com sua própria identidade, são referências à sua história pessoal, à história dos objetos, pessoas e lugares que eles amam ou amaram. Ao conjunto de bens com valores importantes à sociedade, aqueles que constituem a herança que se recebeu das gerações anteriores, damos o nome de Patrimônio Cultural.

          Por meio do trabalho realizado na disciplina de Patrimônio Histórico, ministrado pela professora Arq. Ms. Melissa Ramos da Silva Oliveira, os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do CEUNSP foram estimulados a pesquisar na sua cidade de origem bens materiais e imateriais que fossem importantes para a identidade e a memória local. Segundo a professora Melissa, “o objetivo do trabalho foi fazer com que os alunos olhassem para a sua própria cultura e nela identificassem os bens patrimoniais de valor para sua comunidade, mostrando que a temática do patrimônio envolve questões muito próximas do nosso cotidiano”. E os alunos responderam muito bem à proposta.

          Ao longo das últimas semanas, os alunos do quarto semestre de arquitetura e urbanismo vêm apresentando a sua pesquisa em sala de aula, de maneira muito criativa e pouco tradicional. Maquetes, fotos e painéis foram utilizados para mostrar os bens materiais móveis da região, tal como igrejas, estações ferroviárias, vilas operárias, clubes, etc. Ferro de passar, jornais e revistas antigos, estátuas, máquina de escrever, fotos e roupas antigas foram trazidos para exemplificar os bens materiais móveis. E para abordar a cultural imaterial, os alunos fizeram filmes, contaram histórias e lendas, trouxeram muita comida para demonstrar o sabe fazer típico de uma determinada região.
A valorização do patrimônio cultural da Região de Salto/Itú ganhou destaque, em setembro de 2009, com a criação do Roteiro Turístico do eixo do Rio Tietê pelo Governo do Estado de São Paulo. São cerca de 200 quilômetros, saindo de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, e passando pelas cidades de Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, São Roque, Cabreúva, Salto, Itu e Porto Feliz, até a chegada em Tietê.

          As cidades têm em comum o vínculo histórico-cultural com o movimento bandeirista, mas cada uma dispõe de atrativos próprios. São museus, fazendas históricas, trilhas e caminhos dignos de serem explorados. A cidade de Itú, por exemplo, apresenta um eixo histórico com exemplares da arquitetura oitocentista. Salto inaugurou o Memorial do Rio Tietê e tem parques geológicos. A maioria desses bens culturais, valorizados pelo Roteiro Turístico do Rio Tietê, foram apresentados e estudados pelos alunos em sala de aula, contribuindo assim, para a valorização do patrimônio local, agora transformado em atrativo turístico.


Arquitetura e a valorização do patrimônio cultural da região de Salto/Itu  Arquitetura e a valorização do patrimônio cultural da região de Salto/Itu 
Arquitetura e a valorização do patrimônio cultural da região de Salto/Itu

 

Texto: Melissa Ramos da Silva Oliveira
Fotos: Melissa Ramos da Silva Oliveira