Alunos de Engenharia do CEUNSP constroem miniveículos ecologicamente corretos
Data: 27/6/2011
Cerca de 200 alunos dos 3ºs semestres das Engenharias do CEUNSP – Civil, Elétrica, Mecatrônica, Produção Mecânica e Ambiental – participaram de um projeto para desenvolver miniveículos ecologicamente corretos. O desafio foi lançado no início do semestre e culminou na apresentação ocorrida na terça-feira, dia 14, quando 10 minicarros desfilaram pelo Pavilhão de Eventos do Campus V, em Salto.
É a segunda vez que os alunos de Engenharia do CEUNSP participam deste tipo de iniciativa, mas, diferente do ano passado quando os motores eram a combustão e utilizavam combustíveis fósseis, o grau de dificuldade foi maior, por exigir um combustível renovável. “Como são alunos de terceiro semestre, eles ainda não se aprofundaram na questão do acionamento de motor, o que irão estudar mais a frente. Mas todos venceram muito bem esta dificuldade”, avalia o coordenador do curso de Engenharia Mecatrônica, Cesar Daltoé Berci. Os 10 carros apresentados eram movidos a energia elétrica, mas também foram desenvolvidos alguns protótipos movidos a hidrogênio, que ainda não foram apresentados devido a atraso de fornecedores.
Até chegar aos veículos prontos, os alunos passaram por um longo processo, que começou com o treinamento para utilização do SolidWorks, software que automatiza a criação de um projeto em 3D. Os projetos deveriam estar adequados a certos limites, como peso, comprimento, largura, distância entre eixos e capacidade de carga. Depois do projeto aprovado, os alunos foram para a etapa de construção física do veículo, e para isso contaram com apoio de diversas empresas da região, que forneceram equipamentos e serviços.
Segundo Daltoé, além do aprendizado que um grande projeto como esse proporciona, a iniciativa tem outras virtudes, como desenvolver a motivação, o trabalho em equipe, a capacidade de criação e a autonomia do aluno. “Além disso, a troca de experiências e conhecimentos entre alunos de cursos variados é um processo muito enriquecedor”, aponta.
Após a demonstração com um passeio pelo Pavilhão de Eventos, os carros foram avaliados em três quesitos: design, projeto (mecânica e elétrica) e execução. O primeiro lugar ficou com um grupo de alunos de Engenharia Mecatrônica que gostou tanto da experiência que vai investir no desenvolvimento do carro. “A princípio íamos fazer o projeto só para o curso, mas fomos gostando da experiência, de cada um contribuindo com sua experiência, que agora, com mais tempo, vamos colocar um outro motor e fazer a suspensão”, comenta o estudante Jeferson Bisan, de Indaiatuba.
O segundo lugar ficou com o único grupo de Engenharia Ambiental a participar. Devido à peculiaridade do curso, a presença foi facultativa e o grupo com seus 10 integrantes, sendo sete mulheres, não fez feio. “Tivemos dificuldades com as partes mecânica e elétrica, por não ser exatamente nossa área, mas conseguimos atingir um bom resultado e o trabalho foi muito gratificante, também por quebrarmos um tabu, por termos várias mulheres no grupo”, comenta o aluno Patrick Bannwart, também de Indaiatuba. O grupo buscou utilizar o máximo de materiais reciclados, como o motor de uma esteira elétrica. O banco foi construído com garrafas pet, revestido com papel de revista, tendo capacidade para suportar até 80 quilos.
O terceiro lugar também ficou com alunos de Engenharia Mecatrônica, que fez jus ao termo “equipe”, comparecendo devidamente uniformizados e vibrando muito pelo desempenho do bólido.
Além dos vencedores, outros projetos também chamaram a atenção. Um deles, de alunos de Engenharia Elétrica, contou com a doação de placas para captação de energia solar, fornecidas pela concessionária Rodovias das Colinas, para recarregar a bateria e aumentar a autonomia do veículo. “Foi a primeira vez que trabalhei com esse material e foi muito interessante, um grande aprendizado, e o carro foi construído 100% com peças reutilizadas”, destaca o aluno João Bezerra Ferreira, de Salto, referindo-se, por exemplo aos quadros de bicicletas usados na estrutura e um tambor cortado ao meio que serviu como suporte para acondicionar o banco. “Valeu muito a pena pelo fato de nos reunirmos em grupo e ver as coisas se realizando.”
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